1 –Tomo a liberdade de apresentar-lhes um trabalho em dignidade Nacional, Social e Cívico, que diz por si.

2 – Com apenas 11 anos de idade, em 1936 iniciei-me para o trabalho na Imprensa Regional e nela trabalhei durante cinco anos, a compor e imprimir no prelo umas 150 edições, pode dizer-se que me serviu de complemento da minha Instrução Primária que outra não tive; a "Ela" estou agradecido, e pode dizer-se que lhe devo a paixão que tive e cultivar-me, desejoso de ir mais além sempre insatisfeito, a permitir exprimir-me e a formação do meu carácter.

3 – Não tenho queixa da posição que conquistei, outro tanto não posso gabar-me da sorte que tive; como UL-TRAMADO que fui, fui pilhado pelos desonestos políticos que tivemos e continuamos a ter, capitalistas como porcos ricos Bem mas vou ao assunto:

4 – Pela "amostra" que junto – escassa, que o "porte postal" é quente como brasa (os Senhores sabem-no, porque também lhes são vítimas !) razão por que me sirvo da "internete" para, por "e-mail", mandar – até para a Presidência da República – as minhas achegas justas e verdadeiras a mais de 700 endereços que tenho, que, atendendo a não saber o Vosso, agradeço mo fornecerem – ou se não tiverem e lhes convenha, se possível, servirem-se do de um amigo ou estabelecimento de informática, a passarem uma vista de olhos pelo "site", em cima indicado.

5 – Assim, terão oportunidade de conhecer salutares sugestões bem intencionadas, com soluções em todo o género do máximo interesse nacional, ao que penso estar mal e de como talvez se possa fazer melhor (como as que faço no n.º 4 e parágrafos, de "Resgatar..." na "Carta a Garcia" dedicadas à defesa da minha afeiçoada "Imprensa Regional") e, com respeito, lhes peço licença de expor algo que – visto pelo meu sentido de Justiça e carácter de vertical sin-ceridade – também julgo vir a poder ser-lhe benéfico:

a) – Em primeiro lugar, penso que a docilidade a tem prejudicado imenso, lhe é a causadora da sua situação precária, sem que dos seus responsáveis alguém possa viver dela; ainda se critica o "lápis vermelho" que, no meu entender, depois foi mais agravado ao ter sido substituído pelo vermelho "garrote económico" que a atrofia e cegamente a subordinar ao Poder, absurdamente totalitário.

b) – Não está capacitada do "seu Poder" de "Força Lideradora" de 72,5 % (setenta e dois e meio); está sim – desculpem-me o termo da comparação – como o touro castrado, à mercê do "dono" que precariamente esteja instalado no Poder, servido por qualquer "arrumador pau

mandado" bem apadrinhado que esteja instalado no Pelouro da Cultura.

c) – Meus Senhores, – ofender-me-hão se imaginarem que pretendo ser político – se me lerem com atenção constatarão no projecto Constitucional que fiz, que nem sequer posso ser eleito vogal autárquico de freguesia, por não ser residente há mais de cinco anos. (julgo que nem sequer eleitor serei, por ter sido excluído !?). O "site" é todo cheio de lições.

6 – A terminar resta fazer uma última sugestão:

–Prezados Assinantes e Leitores:

1–Ninguém ignora as dificuldades com que deparam as Redacções dos "Jornais Regionais", nu-ma situação de dependência total do Poder partidário.

2–Pretendemos, unidos ao Povo pelo "dever" de sermos o Vosso legítimo defensor, lançar o "Grito de Ipiranga" proclamando a "Total Independência", ime-diata, da "Tutela" do poder partidário que a todos, nós e Vós, oprime com tão odioso "garrote económico" não nos dando possibilidades de sobrevivência, em caso de negativa ou obstrução... aclamar a Rio Maior

3 – Unidos, nós e Vós, e de quantos nos quiserem acompanhar – porque não prescindirmos dos políticos, imposto e ao serviço dos partidos que se governam; e não hão-de ser os Eleitores, livres da tutela política, – tal como é na Suíça desde 1874, há já 126 anos – escolhidos e a eleger directamente, entre os conterrâneos de mais valor e honestos, eleitos os que somarem mais votos pessoais, os dois mais votados, presidentes da Assembleia da Freguesia e o segundo do Executivo (Junta) que também serão (sem interferência de partidos) os deputados da Freguesia à Assembleia Municipal, e assim sucessivamente como dispões "Carta a Garcia".

4 – O volumoso dinheiro que actualmente é pago aos partidos que nos pilham, dará perfeitamente para subvencionar o "porte pago" da I.R. e o restante para reverter nas Juntas de Freguesia, a favor do Povo

7 – Dado o interesse que os J.R. podem vir a ter como orientadores dos Eleitores e Povo, com as económicas assinaturas anuais a equivalerem ao custo de "um café por semana" ou "um maço de cigarros por mês" – diferentes, para cultivar-se devidamente e segura de como proceder, e fornecerem nomes de familiares e amigos, emigrados ou não como possíveis assinantes. As Redacções aumentarem nas edições, exemplares para mandar, como "sedutoras" novidades diferentes.

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