AMÂNDIO ROCHA
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CARTA ABERTA (POR e-MAIL)
Ao Exmo Senhor Professor Doutor MARCELO REBELO DE SOUSA
Digmo. Comentador Político do Canal TV SIC
LISBOA
Assunto: LIBERALIDADES POLíTICAS DA CONSTITUIÇÃO e POLíTICOS
DA 3.ª REPÚBLICA PORTUGUESA
Exmo. Senhor Professor
1 Conheço V. Exa. desde quando habitou no Palácio da Ponta Vermelha, em Moçambique, onde também residi em Lourenço Marques; em Portugal adimirei-o embora me não considere político mas sim, com muita Honra, discípulo do grande Filantropo e Protector da Gente necessitada, sobretudo da infância, que foi Padre Américo e apoiei-o, quando dirigente do PSD, ao ponto de receber um cartão pessoal de V. Exa. (que conservo) e, indefectível, continuo a ser.
Sempre detestei a política para a qual fui convidado anos antes do Exmo. Pai de V. Exa. ter sido Governador-Geral de Moçambique porque... nunca fui seduzido pelo alheio; mas isso não me coibiu de a ela prestar a devida atenção Social e lhe estudar, intensivamente, a desonestidade nefasta e totalitária da Constituição da 3.ª Repúbliqueta, imposta por Ramalho Eanes e outros consabidos obedientes e agentes secretos ao serviço do Kremlin.
2 A ela Constituição se deve a ditadura que me não permite como a V. Exa. é permitido na SIC denunciar sem temor nem coacção para poder informar aberta e escancaradamente o Povo de que sou parte a pilhagem e intimidação de que é vítima acrescentada do que me atrevo a classificar de escroqueria praticada pelos seus agentes políticos e servidores em todos os quadrantes da Administração Pública para serem pagos pelo Estado com destaque para a miséria em Assistência Social e da área do Ministério da Saúde.
Desculpe-me o à parte Senhor Professor da ousadia de lhe perguntar se V. Exa. já entrou alguma vez em algum "Centro de Saúde", como por exemplo os de Penafiel ou de Paredes, onde por vezes se atulham, em cada uma, mais de centena de caras dantescas que nenhum meio de informação se atreve a mostrar ao Mundo sobretudo do sexo feminino: com crianças recém-nascidas, por vezes provindas distantes de dezenas de quilómetros a pé, por falta de transportes nas madrugadas frias e/ou chuvosa para poder apanhar vez na bicha que lhe permita uma consulta para o fim da tarde; grávidas, no fim do tempo, sem direito de preferência por um lugar sentado, permanecem horas seguidas de pé, para não perderem a vez; idosas/os, por não haver onde se sentarem horas e horas a fio, à espera da sua vez que por vezes não chega, por ausência inoportuna do prestador de serviço; cardíacos consabidos terem de usar o tempo de consulta (para ser paga ?) de um médico, a perder o seu tempo a passar uma guia para um/a infermeiro/a lhe medir a tensão arterial sem a qual lhe não será feita a contrastar com o caricato caso da crassa carência encéfalo-mental e cretina paranóia das chefias políticas que instalaram como seus deputados na Assembleia da República os promotores da irresponsável Lei de autorização de distribuição indiscriminada, por qualquer servente sem qualificação, da "pílula contraceptiva do primeiro dia" fornecida em quaisquer dias ou até semanas depois do coito num claro e inqualificável incitamento ao descaminho da juventude adolescente e inexperiente a menos preparada para a sua defesa e fácil vítima para as garras dos prostituintes promoverem a prostituição premeditada, o deboche e a imoralidade
3 Notável, é a primeira decisão desse competente hiper-imbecil recentemente nomeado por Guterres, para "Sinistro" da Saúde do seu desgoverno. A prova disso é a sua medida económica para solução do déficit motivado pela "pilhagem" nesse malfadado ministério optando por: ameaçar, com punição, os clínicos que ultrapassem a quota que cada um disporá para tratar os seus doentes. Então, uma médica do Centro de Penafiel, perante essa ameaça, seguiu-lhe as directivas: Para tratar a queixa de um doente que sofre de falta de ar na respiração, sem sequer auscultar o seu doente (eu próprio !) recorreu, de imediato à passagem de uma receita de "Água do Mar" assim se chama e disso é composto o "merdicamento" receitado que já há anos uso por recomendação do médico francês médico de família receita que, de tão económica, mais me não custa que o trabalho, feito por mim mesmo: pesar cerca de trinta e dois gramas de "sal da cozinha" e dissolvê-lo num litro de simples água da torneira, para logo ficar com um litro de solução para desinfecção das narinas, por uma ninharia quase gratuita, pronta a servir
4 A contrastar, (comprovado por documentos em meu poder) a distinta médica do referido Centro de Saúde, por imposição do tal "sinistro" da saúde do desgoverno Guterres que temos, por essa mesma quantidade e solução de água salgada, de efeitos sanitários idênticos sádico e escroquemente impíííííínnge-ma, sacanamente, e aos desventurados pensionistas com reforma de 36 (Trinta e seis contos mensais, e até de menos sem comparticipação e agravada com 17 % do IVA à razão de nada menos que 32.125$00 (Trinta e dois CONTOS cento e vinte e cinco escudos) o litro !!?!!?!! (40 ml ou 0,040 do litro = 1.285$00)
5 Outro: Duvido muito que, mesmo por muito simples acaso, o Senhor Professor alguma vez tenha entrado no "acolhimento" desses "Centros de Saúde" (!?) do Povo essa revolucionária invenção da 3.ª República. Se o não fez, V. Exa. não conhece o verdadeiro, o puro "inferno de Dante", palco de verdadeiro espectáculo dantesco. Não lhos descrevo por horror, por, na minha visão, os imaginar piores, bem piores que antecâmaras das câmaras de gaz, porque, nessas, logo acabavam as tormentas dos pacientes, praticadas por carrascos que, na minha imaginação, muitíssimos pacientes até terão considerado caridosos, por muito simplesmente lhes acabarem com o sofrimento. Nestes Centros Sociais, de Saúde, etc., Senhor Professor, estão os idosos do nosso Povo verdadeiro, (de quem também sou parte) que sem olhar a sacrifícios nos criaram o melhor que puderam, dividindo connosco o pouco que tinham, e hoje, que podia haver, e há condições para uma vida melhor, mais sã e de contentamento, 25 % vive na miséria, devido ao totalitarismo exclusivo concedido na Constituição aos Partidos Art.º 151º.
6 Pela amostra de sugestões anexas de grande interesse nacional e do povo que tenho para dar conhecimento a V. Exa., julgo-me ser merecedor de uma audiência, se possível durante este mês por necessidade de regressar a Paris no dia, hora e local que mais lhe convier e, esperançado, fico a aguardar as suas muito respeitosas e desejadas ordens.
Subscrevo-me Muito Respeitosamente, de V. Exa.
Amândio Rocha.
(Ausente de Paris, até ao dia 12.08.01, agradeço em Portugal o uso do telef. 255 212 901-Favor)