AMÂNDIO ROCHA

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"CARTA A GARCIA" Dirigida a diversas Entidades Portuguesas, Dignas

Esta, especialmente dirigida: Aos Exmos Senhores Directores e Editores da IMPRENSA REGIONAL

Assunto: – RESGATARMOS, COM DIGNIDADE, O ESPÍRITO DO "25 de ABRIL"

Prezados Senhores,

31.0–Tomo a liberdade de apresentar-lhes um trabalho em dignidade Nacional, Social e Cívico, que diz por si.

1.1 – Com apenas 11 anos de idade, em 1936 iniciei-me para o trabalho na Imprensa Regional e nela trabalhei durante cinco anos, a compor e imprimir no prelo umas 250 edições; pode dizer-se que me serviu de complemento da minha Instrução Primária que outra não tive; a "Ela" estou agradecido, e pode dizer-se que lhe devo a paixão que tive e cultivar-me, desejoso de ir mais além sempre insatisfeito, a permitir exprimir-me e a formação do meu carácter.

1.2 – Não tenho queixa da posição que conquistei, outro tanto não posso gabar-me da sorte que tive; como UL-TRAMADO que fui, fui pilhado pelos desonestos políticos que tivemos e continuamos a ter, capitalistas como porcos ricos Bem mas vou ao assunto:

1.3– Pela "amostra" que junto – escassa, que o "porte postal" é quente como brasa (os Senhores sabem-no, porque também lhes são vítimas !) razão por que me sirvo da "internete" para, por "e-mail", mandar – até para a Presidência da República – as minhas achegas justas e verdadeiras a mais de 700 endereços que tenho, que, atendendo a não saber o Vosso, agradeço mo fornecerem – ou se não tiverem e lhes convenha, se possível, servirem-se do de um amigo ou estabelecimento de informática, a passarem uma vista de olhos pelo "site", em cima indicado.

1.4 – Assim, terão oportunidade de conhecer salutares sugestões bem intencionadas, com soluções em todo o género do máximo interesse nacional, ao que penso estar mal e de como se pode fazer melhor (como as que faço no texto n.º 5 e parágrafos, de "Resgatar...", na "Carta a Garcia" dedicadas à defesa da minha afeiçoada "Imprensa Regional") e, com respeito, lhes peço licença de expor algo que – visto pelo meu sentido de Justiça e carácter de vertical sin-ceridade – também julgo poder vir a ser-lhes benéfico:

a) – Em primeiro lugar penso que a docilidade da I. Regional a tem prejudicado imenso, causa principal da sua precária situação económica, sem que dos seus responsáveis, alguém possa viver dela. Ainda se critica o "lápis vermelho"; pois no meu entender mais agravada ficou, ao ter sido substituído por um "garrote económico" que a atrofia, e a subordina, cega e ab-surdamente a um Poder totalitário vermelho, porque...

b)–Não está capacitada do seu "Imenso Poder de Força Lideradora" de 72,5% (setenta e dois e meio). Está sim – desculpem-me o termo da comparação – como, qual "touro castrado", à mercê do "dono" que precariamente esteja instalado no Poder, às ordens de qualquer servente "pau mandado" apadrinhado por quem esteja asilado no Pelouro da Cultura.

c) – Meus Senhores ! – Ofender-me-hão se imaginarem que pretendo ser político. – Se me lerem com atenção constatarão no projecto Constitucional que fiz, que nem sequer posso ser eleito vogal autárquico de freguesia, por não ser residente há mais de cinco anos (julgo que nem sequer eleitor serei, por ter sido excluído !?). O "site" é todo cheio de lições.

1.5 – Para terminar, deixo-lhes esta sugestão:

–"Prezados Amigos Assinantes e Leitores:

1)–Ninguém ignora as dificuldades com que depa-ram as Redacções dos "Jornais Regionais", numa situação de dependência total do Poder partidário.

2)–Pretendemos, unidos ao Povo pelo "dever" de sermos o Seu legítimo defensor, lançar o "Grito de Ipiranga" proclamando a "Total Independência" ime-diata da "Tutela" do poder partidário que a todos, nós e Vós, oprime com tão odioso "garrote económico" não nos dando possibilidades de sobrevivência, sem, em caso de obstrução, novo "forcing-Rio Maior/75" !

3)–Unidos, nós e Vós, e de quantos nos quiserem acompanhar – porque não prescindirmos dos políticos impostos e ao serviço dos partidos que se governam; e não hão-de ser os Eleitores, livres da tutela política, – tal como é na Suíça desde 1874, há já 126 anos – escolhidos e eleitos directamente pelo Povo, entre os conterrâneos de mais valor e honestos; os dois mais votados, serão presidentes: o primeiro, da Assembleia Legislativa da Freguesia, a quem o Povo porá e votará as suas razões, e o segundo do Executivo (Junta) que também serão (sem interferência de partidos) os deputados da Freguesia à Assembleia Municipal, e assim sucessivamente como dispõe "Carta a Garcia".

4)–O volumoso dinheiro que é gasto com, e, pelos partidos que nos pilham, dará perfeitamente para subvencionar o "porte pago" da I.R. e o restante para, nas Juntas de Freguesia, reverter a favor do Povo".

1.6 – Dado o interesse que os J.R. podem vir a ter como orientadores dos Eleitores e Povo – com económicas assinaturas anuais a equivalerem ao custo de "um café por semana" ou "um maço de cigarros por mês" – a contribuir para a sua cultura cívica e geral, e ensinar a defender-se por si pode, ele "Povo grato", retribuir fornecendo nomes de familiares e amigos, emigrados ou não, como possíveis novos assinantes. Outra sugestão (aos jornais com as-suntos que prendam o Povo !): Mandar "amostra" a nomes individuais e Entidades, tirados das listas telefónicas. A.R.

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